chá das 17h.

Slumdog Millionaire

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Slumdog Millionaire

Ao acompanhar o Oscar, fiquei surpresa com as premiações – o número de estatuetas para o filme Quem Quer Ser um Milionário? só aumentava, até abocanhar dois prêmios importantes: melhor diretor (Danny Boyle) e melhor filme. Mesmo com uma cópia em casa, optei por aguardar a estréia nacional e conferir na telona. Depois de uma longa espera, entrei na sala de exibição do filme enquanto era feita a pergunta-base do filme – como um simples favelado, sem estudos, conseguiu ganhar 10 milhões de rúpias na versão indiana do Show do Milhão? Ele trapaceou, teve sorte, é um gênio, ou estava escrito?
Assim começa a história de Jamal Malik, seu irmão Salim e a amiga Latika. Acreditando na possibilidade de trapaça, o jovem Jamal é preso antes de concorrer à pergunta valendo 20 milhões de rúpias. Com o desenrolar do filme, o personagem principal conta como soube a resposta de cada pergunta, relatando todos acontecimentos de sua vida. Desta forma, mostra que todas as respostas conhecidas foram adquiridas ao longo de sua trajetória. Esta foi a boa sacada do autor – é como se as perguntas seguissem uma ordem cronológica da vida do jovem, quase uma “coincidência absurda”.
Apesar das comparações feitas com Cidade de Deus, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, Quem Quer Ser um Milionário? segue outro aspecto, embora também mostre sem galanteios a realidade de um país (no caso, Índia). Impossível sentir sono ou preguiça durante as duas horas de filme – o sentimento que prevalece é o de ansiedade. Mesmo sabendo que ele acertará todas as perguntas até obter 10 milhões de rúpias,  o expectador tem aquela sensação de nervosismo com o medo de uma resposta errada. Outro fator que favorece o andamento do filme é a trilha sonora. Gostando ou não do estilo musical, a música é envolvente e até deixa uma certa vontade de sair dançando do cinema.
Para quem ainda não assistiu, corra para o cinema mais próximo e descubra a resposta para a pergunta dada no início do filme!

Escrito por lidyanne

Março 18, 2009 em 3:56 am

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Hábitos do Leitor

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 O Leonardo abriu um tópico no Meia Palavra sobre os hábitos do leitor. Por mais que tenha vários, nunca parei para analisar cada um – até ler os hábitos que todos postaram por lá. É interessante ver que tem tanta gente com manias semelhantes, além de características que mal passaram pela minha cabeça até me deparar com este tópico. Quem quiser conferir, é só clicar aqui.

Minha lista:

- Não gosto de vender meus livros. Gosto de olhar meu quarto e ver livros pelos cantos. Só vendo quando não gostei mesmo, e normalmente para pessoas próximas. 
- Tenho um carimbo com o meu nome completo e número do celular. Toda vez que compro um livro, já deixo carimbado (na folha de rosto). Tenho a esperança de que se esquecer em algum lugar, alguém entrará em contato para devolver.
- Grifo quando encontro uma frase interessante. Sempre faço um risco leve para não marcar muito a página.
- Tenho mania de corrigir os erros de português ou de digitação. Com lápis mesmo. 
- Mantenho o lápis bem longe quando estou com um livro de outra pessoa em mãos. No caso de uma frase interessante, anoto em um caderno.
- Não gosto muito de ler com barulho, mas dependendo da situação – quando estou esperando o ônibus, por exemplo – leio sem problemas. Aturo qualquer tipo de barulho, mas não suporto quando uma pessoa só fica falando sem parar e abafa os outros sons. Fica impossível manter a concentração na leitura.
- Acabo me expressando demais sem perceber enquanto leio. O problema não são as caras e boca, e sim os sons. “Converso” com os livros.
- Se saio de casa com bolsa, preciso ter um livro dentro.
- Gosto de ler um livro por vez. Entretanto, acabo empolgando e começo uns quatro ao mesmo tempo. Aí abandono todos e fico com um só. Na hora de retomar a leitura dos que “abandonei”, se não lembrar de nada, começo novamente.
- Amo marcadores de página. Tenho vários e adoro quando me dão de presente. Antigamente eu até fazia uns em casa. 
- Complementando o comentário anterior, odeio marcar as páginas com a orelha do livro. Toda vez que empresto já aviso para não usarem a orelha do livro para marcar!
- Gosto muito de emprestar para que a pessoa comente comigo depois. Não ligo se a pessoa demorar para devolver, desde que devolvam. Meu problema maior é a falta de cuidado que as pessoas tem, razão pela qual empresto para poucos.
- Quando estou com um livro emprestado, só leio em casa. 
- Normalmente “afogo” nos meus livros. Esqueço o mundo e fico imaginando cada detalhe do livro, como se tivesse um filme na minha cabeça.
- Sou compulsiva, até demais. Mesmo sabendo que tenho vinte livros que ainda não li empilhados em um canto, saio e compro mais.
- Quando vou a livrarias ou sebos, gosto de ficar lendo o começo dos livros.
- Adoro dedicatórias.
- Adoro quando o livro tem alguma nota prévia/comentário de alguém antes do início do livro. Parece que me deixa ainda mais curiosa para iniciar a leitura.
- Leio com o dicionário ao lado. Gosto de interpretar pelo contexto, mas quando a palavra me deixa muito intrigada, já tenho o dicionário por perto.
- Não importa o quão ruim o livro é, vou até o fim.
- Se um livro está “dando muito trabalho”, não está tão fácil de entender, deixo de lado e espero uma hora melhor para retomar a leitura.

Escrito por lidyanne

Março 2, 2009 em 11:34 pm

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Balanço – Mês de Janeiro

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Lá vou eu para mais um “Balanço do mês”, abstraindo a minha necessidade de adicionar um pouco de conteúdo neste pobre blog. Já disse que é tudo uma questão de costume? É tudo uma questão de tempo. Minha vida de blogueira é bem preguiçosa… Reclamações à parte, janeiro foi um mês agitado em todos os sentidos, com direito a acontecimentos não muito bons, sofrimento básico que se estenderá por alguns meses, um pacote de mudanças e, finalmente, filmes, músicas, teatro e livros. O problema em ter tempo de sobra e não querer isso, é que a pessoa sente necessidade de ocupar a cabeça com mil coisas para não ter tempo de pensar. Por este motivo, preciso me controlar para que este post não fique gigante e cansativo.
Raramente vou ao teatro, devido às peças que a minha cidade oferece – nunca são muito interessantes. Com a minha ida à São Paulo, acabei assistindo duas. Tieta do Agreste – O Musical, hilário, mas também crítico. Depois de tanto tempo sem ir ao teatro, esta foi sem dúvidas, uma surpresa agradável. Na semana seguinte, vi Como Monitorar um Homem, engraçado, porém comum. 
 Quanto aos filmes, comecei o ano assistindo Manhattan, do Woody Allen, outra vez. Adoro a simplicidade do diretor, que com um roteiro básico sempre conseguiu fazer um filme que te diverte do início ao fim, com um diálogo cheio de boas sacadas. Em seguida veio Band of Outsiders, que resenhei no último post. Burn After Reading, segue o estilo dos irmãos Coen, humor negro, e contínuos acontecimentos malucos por um motivo mínimo. A crítica não o recebeu muito bem, mas é um bom filme – além de contar com um elenco ótimo. Vicky Cristina Barcelona é do Woody Allen, e quem me conhece sabe que sou suspeita para falar dos filmes dele – gosto de todos que vi, mesmo os mais fracos. Criei muitas expectativas com este último, um erro que insisto em cometer. A história tem um estilo que lembra bastante alguns filmes antigos do Woody, e, fora as belas paisagens de Barcelona, o detalhe fica para a análise psicológica de cada personagem. Estou preparando uma resenha sobre este! Be Kind, Rewind é um dos filmes que estou esperando há tempos e nunca entrou em cartaz por aqui, então optei por ver no computador mesmo. Se pasasse no cinema, com certeza assistiria novamente. Michel Gondry, o diretor, sempre dá um toque “maluco” aos seus filmes, ou mantém idéias um tanto quanto inusitadas ao enredo. A idéia de regravar clássicos pode até parecer meia boca, mas com o andamento do filme, o expectador fica envolvido lembrando de cada filme citado e comparando com a montagem feita. Outro filme que merece uma resenha e me garantiu boas risadas em um dia ruim! My Blueberry Nights é lindo demais. Depois de uma pesquisada, descobri que é um dos mais fracos do Wong Kar Wai – o que me deixou bem curiosa para conferir os outros filmes do diretor. Ele sempre cria personagens com personalidades fortes, e todo o conjunto de trilha sonora, bons personagens, diálogos e sequência, faz um excelente filme. Acredito que todos tem um pouco de Blueberry Nights em si, a vontade de sair viajando por aí, a questão dos relacionamentos que não dão certo pot motivos variados… pouco tempo depois assisti Amor à Flor da Pele, que me encantou ainda mais. Saí do cinema louca pela trilha sonora. Destaco também a habilidade de Wong para quebrar os finais previsíveis. Tive uma surpresa com Marley & Eu. Optei por ele devido à falta de opções do cinema, e me surpreendi. Não gosto muito dos atores principais, e por ser uma história com cachorro, imaginei algo no estilo Lassie. Passa bem longe disso! E mesmo com tanta gente contando o final antes, impossível não se emocionar com o final… não li o livro, para uma possível comparação, entretando, o filme é bacana. Pricipalmente para quem gosta de animais. Medos Privados em Lugares Públicos estava em cartaz há um ano e alguns meses no HSBC Belas Artes e só o descobri em janeiro (para quem mora em São Paulo, fica a minha dica!). Descoberta ótima! Um filme francês sempre cai bem, e os conflitos dos personagens principais prenderam a minha atenção. A resenha está pronta aqui, logo postarei. Pas Sur la Bouche é um musical francês do mesmo diretor. Não é tão bom quanto o citado anteriormente, mas as reviravoltas da história são interessantes, além do humor inteligente, garanti boas risadas. Não poderia deixar de conferir O Estranho Caso de Benjamin Button. Há tempos que não vejo um filme cheio de boas críticas e que tenha me cativado de verdade. Merece muitos dos prêmios oferecidos, e é, sem dúvidas, um dos filmes mais lindos que já vi. A mensagem passada, então.. resenha está por vir.
Li pouco este mês, depois de toda esta empolgação com filmes. Terminei Minhas Queridas, da Clarice Lispector. Um adorável presente, é sempre bom saber um pouco mais sobre uma das minhas escritoras prediletas. Aproveitei o momento e li Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, dela, que foi um dos que mais gostei até agora. Envolvente, não consegui largar até ler a última linha. Simplesmente maravilhoso! Também li Diário de um Magro, do Mario Prata. Adoro o jeito como ele relata coisas que viveu de uma forma tão engraçada… Ok, com este número escasso de livros, garanto que todos terão uma resenha por aqui.
Santa folga, só fico prometendo resenhas e mais resenhas e abandono meu pobre blog. Agora acho que a coisa vai pra frente, afinal, agora terei uma vida universitária e serei obrigada a praticar a escrita. O blog será útil até demais! O post ficou meio corrido, perdoem, o sono está me afetando… tempos melhores estão por vir neste blog! Huhu! (??)

Escrito por lidyanne

Fevereiro 6, 2009 em 5:14 pm

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Band of Outsiders

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Curiosa depois de tanto ouvir falar sobre o trabalho de Godard como diretor, resolvi conferir alguns de seus filmes. Depois de Pierrot Le Fou, vi Band of Outsiders e já foi possível ter uma idéia do porquê de tantos elogios. Os dois filmes mostram vertentes relativamente opostas do diretor. Em Band of Outsiders, a história tem continuidade, de modo que é impossível perder a atenção ao assisti-lo. Apesar da idéia de dois moços que planejam roubar uma alta quantia de dinheiro na casa da moça que dá abrigo à colega das aulas de inglês não ser muito atraente, o que dá graça a esta obra cinematográfica são os seus pequenos elementos. O relacionamento superficial dos três personagens principais, os diálogos rápidos e com boas sacadas – assim como a narração feita pelo próprio diretor, que muitas vezes dá um tom poético ao filme. A clássica cena que inspirou o filme Os Sonhadores, onde os três personagens correm pelo Louvre, apesar de rápida, é linda – e entende-se de cara que a idéia do diretor de Os Sonhadores não era simplesmente copiar, e sim homenagear uma das cenas clássicas mais bacanas do cinema europeu. Outra cena interessante foi imortalizada por algum fã da banda Nouvelle Vague, que montou um vídeo com a cena onde Odile, Arthur e Franz dançam no bar, ao som de Dance With Me. Filmado em Paris, o filme ganha pontos a mais por mostrar uma outra visão da cidade luz – não fica preso aos lugares clichês, mas mostra os arredores de Paris, toda a sua beleza que muitas vezes fica esquecida por tantos diretores. Band of Outsiders é, sem dúvida, um dos mais belos dentre os clássicos. Uma obra prima de Godard.

Escrito por lidyanne

Janeiro 13, 2009 em 3:47 pm

Os Melhores de 2008

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Preparem seus olhos para um post levemente grande! Sou horrível para essas coisas de os melhores do ano, mas não custa tentar – e sempre acabo me divertindo fazendo essas coisas. Com sorte, anotei tudo que li neste ano, mas esqueci de fazer o mesmo com os filmes – então recorri ao Listal para me ajudar, mas ainda assim fico em dúvidas. Vou começar com os filmes então, e infelizmente as minhas escolhas fogem um pouco da linha de melhores DE 2008 e faço uma pequena adaptação para Os Melhores VISTOS em 2008.  Não colocarei por ordem de preferência,  simplesmente relatarei.
- La Vie en Rose: Marion Cotillard fez bonito como Piaf. O filme conseguiu fazer uma boa síntese da biografia da cantora, além das ótimas escolhas para as músicas que tocariam. Para quem gosta de música francesa, é uma boa pedida.
- Wall-E: Este foi, sem dúvidas, um dos melhores. Eles não se limitaram a fazer uma animação bobinha para distrair as crianças, aproveitando para colocar toda uma crítica por trás – os horrores do aquecimento global e os exageros dos americanos. Preciso providenciar uma resenha para este filme e colocar aqui.
– Persépolis: O filme conseguiu me emocionar como o livro.  Claro que eles tiraram muitas coisas, como em toda adaptação, mas foram fiéis o suficiente. Adoro os traços, e eles reproduziram os mesmos com uma qualidade incrível. Com sorte consegui assistir na telona, lindo demais!
– Estômago: Adoro quando o cinema brasileiro me surpreende desta forma. Ri umas tantas vezes, e a história conseguiu prender a minha atenção até o fim. Aliás, o final é ótimo, fechou o filme com chave de ouro. Um dos melhores filmes nacionais que já vi.
– L’Histoire D’Adéle H.: Isabelle Adjani fez um papel impressionante. Ela viveu a personagem com tanta intensidade que foi impossível não me emocionar com a história de Adéle Hugo. A história é bem triste e dramática, e embora para muitos isso seja um fator nem um pouco favorável, é justamente o que dá um toque especial ao filme. Descobri este filme lendo Pequenas Epifanias, de Caio Fernando Abreu, e se ele ainda fosse vivo eu o agradeceria por ter ‘indicado’ um filme tão bonito.
– Não por Acaso: Brasileiro também. A história pode até ser meio fraca, mas o que me conquistou foi o começo, onde o personagem de Leonardo Medeiros começa todo um texto sobre o movimento dos carros na cidade de São Paulo.
– Across the Universe: A história é toda bobinha e o final mais ainda, mas as músicas dos Beatles ficaram ótimas e fiquei cantarolando o filme todo. Bacana para quem gosta de musicais.
- Juno: Como descartar Juno? Tudo bem, o filme ficou meio ‘batido’, virou o queridinho dos indies e tudo mais. Porém a história, apesar de um tema levemente clichê, surpreende com um final nem um pouco previsível. E a trilha sonora é uma delícia!
Vou começar a anotar os filmes que vejo para não me perder ano que vem. Aproveito e faço uma lista com os piores também – de fato, é algo que tenho em mente mesmo com os filmes vistos em 2008, só preciso me organizar melhor. Este post ficará para Janeiro, hehe. Vamos aos livros!
– O Ovo Apunhalado, de Caio Fernando Abreu: Os contos são fora do comum, cheios de metáforas. Me deliciei do começo ao fim com cada um, e toda vez que leio cada conto tenho uma nova interpretação. É o melhor livro que li dele, até agora.
- Água Viva, de Clarice Lispector: Simplesmente porque é lindo. Principalmente pelo começo, quando ela fala da beleza e  do poder das palavras. Foi um páreo duro com A Legião Estrangeira, primeiro livro de contos que li dela e achei bem bacana.
– Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley: Acredito que o que prendeu a minha atenção foi o mesmo que prendeu a atenção de todos: o fato do livro ter sido escrito há tanto tempo e parecer tão próximo da realidade atual. É um livro que acredito que todos deveriam ler para ter uma visão diferente dessa coisa na qual o mundo está se transformando. Esse livro merece muito uma resenha, providenciarei para o blog.
- O Encontro Marcado, de Fernando Sabino: Até chorei quando acabou, quem diria que um livro perdido da lista de livros de leitura obrigatória da UFMS me conquistaria de tal forma? Acho que todos tem um pouco do Eduardo Marciano, seja na infância, adolescência ou vida adulta. É muito bom acompanhar o crescimento do personagem, Sabino escreveu de tal forma que você se sente como parte da história.
- Persépolis, de Marjane Satrapi: Eu havia abandonado os quadrinhos, logo eu, que sempre gostei tanto deles, e então encontrei Persépolis! Li em dois dias e fiquei apaixonada pela história e pelos traços. Muito bom!
Precisava fazer os melhores CDS, mas se me perco ao fazer isso com filmes, quem dirá com cds! Vivo resgatando bandas antigas, conhecendo coisas novas… deixo esta lista para outro dia. Vou falar bem rápido das séries porque não vi quase nada este ano, estou ficando preguiçosa para séries! Continuei assistindo Gossip Girl, mas está tão chato que não sei se compensa continuar baixando. A história ficou meio The O.C. mesmo, cheio de personagens cheios de beleza e com mil problemas. E é aí que Skins ganha destaque: assisti as duas temporadas de uma vez só e acho que a série merece lá uma certa atenção – os personagens tem mil problemas mas não são maravilhosos, como acontece normalmente. O problema é que a história é meio irritante, o cotidiano de jovens britânicos que não se importam muito com as respectivas reputações e se entregam às baladas e drogas sem pensar duas vezes. Mas a série começa a ficar densa no final da primeira temporada e durante a segunda. Descobri que House é bom de verdade, estava acostumada a assistir episódios soltos e agora estou baixando tudo certinho, e até agora não me decepcionou.
Ah, e não posso descartar o programa do ano, Listal. Fiz o cadastro ano passado mas só me apeguei a ele este ano, me divirto horrores dando pontuações para as coisas, tentando criar listas legais, adicionando imagens e resenhas…tento arrastar todo mundo pra lá, mas a maioria das vezes foi sem sucesso. Quem sabe , um dia? E a descoberta do ano foi, sem dúvida, o Fórum Meia Palavra – isso inclui o Blog. Foi maravilhoso ter um lugar para compartilhar minhas paixonites literárias com pessoas legais e inteligentes, além de ter contato com livros que acredito que nunca conheceria por conta própria. E as resenhas do blog, então, cada vez melhores! Recomendo para todos também, uma hora consigo levar um monte de gente pra lá (:
O post ficou bastante corrido, mas o que vale é  intenção, certo? Só não queria deixar o blog sem nada no esquema ‘os melhores’, e embora o post esteja bem simples, estou começando denovo nesta vida blogueira, então espero, sinceramente, que as coisas melhorem. Minhas metas para 2009 são mínimas: ler mais, ver mais filmes, aprender mais sobre música, e organizar tudo isso com mais cuidado. Ah, e claro, conseguir um emprego. Estou forçando um pouco de otimismo para o ano que vem, espero que não seja tão ruim!
Um Feliz 2009 para todos, cheio de alegrias, realizações e tudo mais. Aos meus poucos expectadores: Continuem lendo o blog, um dia ele ficará bacana e de agradável leitura!
Um abraço a todos e até o ano que vem :)

Escrito por lidyanne

Dezembro 31, 2008 em 6:17 pm

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Marjane Satrapi – Persépolis

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Completamente envolvente! Impossível não se apegar a história (e também a ‘personagem’) de Marjane Satrapi. Apesar de ser uma história em quadrinhos – com traços bonitos e diferentes do comum – os relatos da autora são quase uma obra sem ilustrações. Entre acontecimentos da vida da menina, da infância à fase adulta, há relatos dos momentos conturbados vividos no Irã – e como Marjane, sua família e pessoas próximas lidavam com as mudanças relacionadas à religião. O leitor pode se deliciar à vontade ao acompanhar as ‘peripécias’ da pequena Marjane, que vai aos poucos entendendo melhor a política e todos os problemas que o seu país vivia naquele momento, mostrando-se sempre determinada a defender aquilo que julga melhor para o lugar onde vive. Tudo isso acompanhado pelos acontecimentos comuns na vida de qualquer jovem, como o relacionamento com os amigos e a convivência na escola. Quando, à pedido dos pais, vai passar uma temporada na Europa – uma forma de manter Marjane longe do período conturbado vivido pelo Irã durante aquele tempo – a jovem percebe o quanto gosta de seu país, e por ter acompanhado uma Revolução de perto, relata os fatos aos amigos, mostrando a eles o terror de acompanhar de perto uma Revolução. O livro tem um conteúdo rico – e a leitura não é nem de longe cansativa, afinal, enquanto o leitor aprende um pouco mais sobre a história do Irã, pode se divertir ao acompanhar o crescimento de Marjane. Leitura agradável e divertida – e com conteúdo.

Escrito por lidyanne

Dezembro 28, 2008 em 4:24 am

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Carlos Drummond de Andrade – O Amor Natural

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Quem já teve contato com outras obras do Drummond sabe da sua tendência para a poesia erótica. Neste, o poeta mineiro dedicou-se somente a esta veia poética. Lançado em 1992, a pedido de Drummond, que preferiu manter este livro guardado para um lançamento póstumo – talvez por medo da reação do público. No tempo em que o livro foi escrito, poderia ser visto como um absurdo para uma sociedade tão ‘conservadora’. Embora a temática seja algo extremamente comum para os dias atuais, não pode ser comparado com os horrores já publicados abordando o erotismo. Em ‘O Amor Natural’, o título fala por si – o erotismo não é visto como algo vulgar, e sim delicado. O autor vai da descrição de uma simples relação sexual até a beleza que ele via no envolvimento profundo de dois seres – tudo colocado de uma forma única, própria de Drummond.

Escrito por lidyanne

Dezembro 28, 2008 em 3:57 am

Clarice Lispector – A Legião Estrangeira

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“Que é, afinal, que eles queriam? Eles não sabiam, e usavam-se como quem se agarra em rochas menores até poder sozinho galgar a maior, a difícil e a impossível; usavam-se para se exercitarem na iniciação; usavam-se impacientes, ensaiando um com o outro o modo de bater asas para que enfim – cada um sozinho e liberto – pudesse dar o grande vôo solitário que também significaria o adeus um do outro. Era isso?”

A Legião Estrangeira é o segundo livro de contos escrito por Clarice Lispector, lançado em 1964. Contando com treze contos, embora o tema seja o cotidiano, a sensação que se tem ao lê-lo é a de estar sentado ouvindo relatos interessantes da vida de alguém. Tudo começa com “Os Desastres de Sofia”, a interessante curiosidade da pequena Sofia para com seu professor da escola, com um enredo que prende a sua atenção e te deixa curioso até chegar ao surpreendente fim. A descrição dos detalhes no conto seguinte, “A Repartição dos Pães”, é tão rica que o leitor quase sente o cheiro dos pratos descritos. O desespero das duas personagens do conto “A Mensagem” é intenso, despertando a sensação de ansiedade durante a leitura. O estilo do conto e o tema lembram bastante o estilo de Caio Fernando Abreu. “Macacos” é breve, porém delicado. “O Ovo e a Galinha” é, para mim, um dos mais polêmicos e também um dos mais conhecidos da autora – está aberto a inúmeras interpretações e já ouvi umas tantas teorias sobre ele. Lembra um pouco o livro “A Paixão Segundo G.H.”. “Viagem a Petrópolis” tem um tom nostálgico, contando a história de uma velhinha simples e sem intenções de ser um incômodo que acaba não recebendo a devida atenção. O detalhe mais interessante é que este conto foi escrito por Clarice quando ela tinha quatorze anos. “Evolução de uma Miopia” é adorável, e através de uma metáfora conta as peripécias de um pequeno garoto que graças ao seu problema de visão acaba descobrindo as belezas do mundo. “Uma Amizade Sincera” mostra a progressão tomada por uma amizade forte que acaba se desfazendo com o tempo. O último conto, que dá nome ao livro, mostra a história de uma criança, que apesar da idade é bastante esperta – com o decorrer da história percebe-se que a pequena é parecida com a sobrinha de Clarice. Com personagens cativantes e histórias que prendem a sua atenção até o fim, esta livro é indispensável para aqueles que querem conhecer a fundo a obra de Clarice Lispector.

Escrito por lidyanne

Dezembro 23, 2008 em 5:17 pm

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Balanço – Mês de Dezembro

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Sei que o blog está uma tristeza: vou demorar a acostumar com as configurações e tudo mais, porém não desistirei! Uma hora acabo me entendendo com este bendito blog. Ah, ele carece de informações. Nada que as férias não resolvam, certo? Com isso, resolvi fazer um ‘balanço’, um comentário rápido sobre as coisas bacanas – e outras nem tanto – deste mês. Que fique claro: moro em uma capital que não tem muito conteúdo a oferecer, então a probabilidade de entrar neste blog e ler um comentário sobre um filme que estreou nos cinemas esta semana é mínima. Farei um esforço.
Enfim, ao que interessa: começarei falando sobre os livros lidos até agora.
A Legião Estrangeira, de Clarice Lispector é uma graça. Primeiro livro de contos que leio dela e foi uma experiência bacana – mas ainda prefiro os romances, pelo menos por enquanto. O Amor Natural, de Carlos Drummond é diferente. Gosto de poesias eróticas e a forma como Drummond aborda o tema é bonita – como se o poema tratasse de qualquer coisa, menos erotismo.  Lua Nova, de Stephenie Meyer deixa muito a desejar. Segundo livro da Saga Crepúsculo, e que acredito que poderia ser apagado – acaba do nada. O Médico e o Monstro, de Robert Stevenson é interessante por apresentar uma idéia que até então não havia sido relatada em livros – e que tenho certeza que serviu de base para uns tantos livros e filmes que vieram após o lançamento deste livro.
Quanto aos filmes, preciso prestar mais atenção e anotar quais vi este mês, acabarei esquecendo um ou outro.
O último que assisti foi A Lista – Você Está Livre Hoje?. Admito que fiquei interessada por ter Ewan McGregor no elenco – costumo gostar dos filmes que ele faz, então… mas a história é fraca e bem clichê, embalados por um suspense que consegue prender sua atenção, embora previsível. A review já está por aqui. Pierrot Le Fou foi o meu primeiro filme do tão falado Godard. Sinceramente? Não acho que ele seja tudo isso que falam por aí, entretanto prefiro que ignorem minha opinião porque não posso julgar tendo visto somente um filme. Quanto ao filme, achei genial. Aquela coisa desconexa, sem noção, bem do jeito que eu gosto. Além de ser todo poético e ter uma fotografia lindíssima. Imagine Eu e Você – admito que assisti sem prestar muita atenção, mas achei a história fraca. Não é preconceito com o fato das duas personagens do filme, que são homossexuais, e sim com a idéia do filme: clichê total. Ok, preciso dar um desconto, estava no telecine light. O Nevoeiro não é o tipo de história do Stephen King que chama a minha atenção. Monstrinhos estranhos que se escondem no nevoeiro e matam todo mundo é tão sessão da tarde… e o final, então? Não gostei.
Estou fraca para filmes.  Separei alguns aqui para assistir durante as férias e garanto uma lista melhorzinha ao fim do mês. O mesmo aconteceu com os cds. A descoberta do momento foi a banda The Soundscapes – estou preparando uma review bacana (eles merecem) para o cd deles que foi lançado dia 24 de novembro. Os caras são de Maringá e estão com a banda em Nova Iorque. O cd deles foi uma salvação para o meu momento musical – há tempos não ouvia algo tão bom, um disco inteiro sem defeitos. Ouvi também os dois do Ben Kweller perante o meu vício repentino pela música Ann Disaster. Há músicas legais, mas é meio enjoativo. LCD Soundsystem tem vários cds, ouvi Sound of Silver e achei bem legal para descontrair um pouco – com destaque para New York I love You que não sai da minha cabeça e é toda bonitinha.

Estou preparando reviews para quase todos os itens citados acima, farei de tudo para manter o blog atualizado.
Um ótimo natal para os que o comemoram, pensei em fazer um especial de Natal, mas meu conhecimento sobre esta data é limitado, hehe. Enfim, um bom feriado a todos! Aguardem por novos posts.

Escrito por lidyanne

Dezembro 18, 2008 em 3:25 am

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Você está livre hoje?

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deception

Título Original: Deception
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 107 minutos 
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Direção: Marcel Langenegger 
Roteiro: Mark Bomback 
Produção: Robbie Brenner, David L. Bushell, Hugh Jackman, Christopher Eberts, John Palermo e Arnold Rifkin 
Música: Ramin Djawadi 
Fotografia: Dante Spinotti 
Desenho de Produção: Patrizia von Brandenstein
Direção de Arte: John Kasarda 
Figurino: Sue Gandy 
Edição: Douglas Crise e Christian Wagner 
Efeitos Especiais: Reyes Abades Efectos Especiales / Brickyard VFX 

Você entra em uma rede como desconhecido. Uma pessoa te liga, pergunta se você está livre esta noite, você diz que sim, marcam um encontro em um hotel, tomam um drink e terminam a noite fazendo sexo. Ok, seguindo regras: ninguém pode dizer o próprio nome, sem muita conversa. Já é estranho, embora muitos não achem grande coisa – consideram até normal. Agora convenhamos, achar que uma pessoa que chega como quem não quer nada, fazendo o papel de amigo, passa horas conversando e ainda oferece maconha para fumarem em pleno local de trabalho, é de confiança é muita tolice – não chega nem perto da inocência. Este costuma ser o ponto de partida de muitos filmes – o personagem que passará a perna mais tarde e a princípio se faz de boa pessoa – por isso o filme já perde alguns pontos pela falta de originalidade. O personagem ‘boa pinta’ diz ser advogado, e um dia sai para uma viagem a trabalho e acaba pegando o celular do contador Jonathan McQuarry ’sem querer’. E assim Jonathan é jogado nessa rede de sexo. Acaba caindo de amores por uma das mulheres e acaba se envolvendo em problemas devido a isso. Próximo ao final do filme, quando o tal advogado, Wyatt Bose revela sua verdadeira face e exige que Jonathan roube o dinheiro de uma empresa para ele, em troca da tal moça pela qual se apaixonou (vivida por Michelle Williams). A história dá voltas a partir daí, e o final, previsível. Ewan McGregor é um ótimo ator, mas neste filme fez um papel fraco – não dá pra acreditar que ele aceitou o papel, afinal, qualquer ator ruim poderia ter entrado no lugar. Li algumas críticas e pelo tanto que falaram, fiquei curiosa para ver a atuação de Michelle Williams. A personagem é morta, não tem nem uma mínima reação, e não, não merece nenhum elogio que recebeu. Talvez a sua atitude ao final tenha elevado um pouco a atuação, mas não é o suficiente. 
Enfim, um bom filme para quem gosta de um simples filme de ação – previsível, claro.

Escrito por lidyanne

Dezembro 18, 2008 em 2:18 am

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